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Sejam bem vindos ao meu blog! Aqui você encontrará dicas sobre alimentação saudável, nutrição esportiva, notícias sobre saúde e ainda algumas receitas. Aproveitem! Um grande abraço!

Livia Hasegawa

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sábado, 24 de setembro de 2016

Evento Girls Night Out - New Balance

Essa semana fui convidada para um evento muito bacana só para mulheres chamado Girls Night Out, em Campinas - SP, promovido pela New Balance Brasil.

O evento começou com um bate papo comigo, com a modelo Carol Bittencourt, com a dermatologista Dra. Daniela Leal e a Personal Bruna Guido.

No bate papo falamos de vários assuntos, e um dos assuntos abordados sobre nutrição foi o uso do bulletproof coffee para pré treino. Minha opinião sobre o assunto foi que sim, pode ser interessante especialmente pela presença do óleo de coco, que possui TCM (triglicerídeos de cadeia média), que é uma fonte de energia super interessante para treinos, mas funcionaria melhor para quem já segue uma alimentação de baixo carboidratos. 
Outra questão que conversamos foi sobre suplementação de proteínas para vegetarianos, que acabo indicando as proteínas de arroz ou ervilha para pós treino.


Depois do nosso bate papo tivemos aulas de spinning, meditação, yoga e uma aula com o pessoal do Mahamudra.

Adoro esses eventos para mulheres. Esse evento acontece no mundo inteiro. Fique de olho se não vai acontecer na sua cidade!! O site é girlsnightout.com!


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Gordura saturada

A gordura saturada é um daqueles assuntos da nutrição que já foi de vilão a mocinho. Ainda há uma certa confusão quando falamos deste tipo de assunto, pois por muitos anos ela foi condenadíssima.
A gordura é um nutriente que promove bastante saciedade e ativação do centro de prazer no nosso cérebro. De uma maneira geral, quando há uma redução no consumo de gorduras tendemos a aumentar o consumo de carboidratos, em especial os refinados de alto índice glicêmico, como arroz branco, pão, açúcar, doces, etc. Isso ocorre especialmente por esses alimentos também causarem uma sensação de prazer quando consumidos.
Isto foi o que aconteceu com a indústria de uns anos pra cá. Depois do boom que a gordura fazia mal, começaram a desenvolver produtos light e diet, tendo substituído a gordura natural de alguns alimentos (como o leite integral) por alimentos com menos gorduras e mais carboidratos (como o leite desnatado, por exemplo).
Mas o grande problema de tudo isso é que o aumento do consumo destes carboidratos pode levar ao desenvolvimento da dislipidemia aterogênica associada a resistência à insulina e a obesidade, o que inclui aumento de triglicerídeos, LDL pequenas (que são as mais perigosas) e redução do HDL-colesterol. A grande ingestão de carboidratos ainda estimula a síntese hepática de gordura saturada, ou a chamada síntese de novo. Portanto, não consumir gorduras saturadas e consumir mais carboidratos faz com que seu próprio corpo aumente a produção de gordura saturada endógena (interna) pelo fígado.
Mas afinal, consumir gorduras saturadas faz mal ou não? Não! Isoladamente sabemos que o consumo de gordura saturada não faz mal, obviamente desde que não seja um consumo excessivo (como tudo o que comemos!). A gordura saturada pode atuar como inflamatória em pouquíssimas pessoas devido a um polimorfismo, ou seja, um tipo de alteração genética. Estes sim podem estar susceptíveis a este quadro inflamatório por alguns tipos de gorduras saturadas, mas isso é uma MINORIA! A maioria da população não se encaixa neste quadro.
O problema está nos extremos, ou seja, o excesso do consumo de gordura saturada associada a um quadro inflamatório, com excesso de carboidratos refinados, estilo de vida inadequado, fumo, sedentarismo, etc. Portanto, temos que levar em consideração os efeitos na saúde de toda a dieta, o efeito inflamatório da dieta associado a fatores não dietéticos, em oposição a uma visão limitada em se estudar os nutrientes apenas isolados.
A minha única ressalva é a seguinte: quando falamos do consumo de gordura saturada de origem animal, sabemos que atualmente os animais em geral são alimentados com rações ricas em ômega 6, agrotóxicos e antibióticos. Estes xenobióticos são armazenados na gordura dos animais e acabamos ingerindo os mesmos quando consumimos desta gordura. Os estudos mostram que a concentração alta de xenobióticos no nosso organismo está correlacionada com PCR alta, diabetes tipo 2, incidência de síndrome metabólica e doenças cardiovasculares, ou seja, ser mais “poluído” internamente causa resistência a insulina por dano mitocondrial. Portanto, vale a pena ter cuidado com seu consumo excessivo, justamente por estas questões que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia, já que a maioria da população não tem acesso fácil ao animal criado solto, sem estas condições.

Para finalizar: não vale dizer que comer gordura saturada vai te matar e também não vale só comer gordura saturada. Você pode ter o consumo desta gordura dentro de um plano alimentar adequado, anti-inflamatório, mantendo um estilo de vida saudável e sempre consumindo a gordura natural dos alimentos. E viva sua vida feliz! Sem extremismos e radicalismos.

sábado, 30 de julho de 2016

Receita: Maminha na pressão

Na panela de pressão, coloque azeite virgem ou óleo de coco. Faça uma camada com cebolas cortadas em rodelas e alho. Coloque uma peça de maminha de aproximadamente 1kg com a gordura virada pra cima. Coloque mais uma camada de cebola e alho e os temperos que desejar. Cubra com cerveja ou vinho até a metade da carne. Se não quiser fazer com estas bebidas, coloque água mesmo e um pouco de molho de tomate. Tampe e deixe em fogo alto até dar pressão. Depois abaixe o fogo e deixe mais 35-40minutos. Fiz lá no snapchat liviahasegawa hoje!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Adoçantes artificiais

Adoçantes artificiais como aspartame e sucralose no passado, já foram apontados como os “melhores amigos” na época em que contávamos calorias. Imagine só podemos beber todos os dias chás, sucos, e refrigerantes que gostamos, sem “ingerir” uma única caloria ou grama de açúcar, apenas adoçados com adoçantes? Ou até mesmo poder comer um doce, sorvete, iogurte e outras sobremesas adoçadas com estes substitutos, sem açúcar nenhum! Mas não é bem assim que a coisa funciona! O aumento do consumo destes alimentos não parece ter tido sequer algum efeito na epidemia de obesidade.

Em primeiro lugar, um dos problemas dos adoçantes pode estar relacionado com a questão comportamental, pois ele dar uma falsa “sensação de segurança”, o que nos leva ao excesso de consumo de outros alimentos. É aquela velha história: "Eu estou bebendo um refrigerante Diet ou zero calorias, então posso comer uma porção grande de batata frita”.

Os adoçantes artificiais ainda podem afetar nossa glicemia (açúcar do sangue). Na realidade eles não causam um aumento da glicemia por si só da mesma maneira que açúcar faz, mas eles parecem ter um impacto negativo na resposta do açúcar no sangue a outros alimentos. Mas como isso funciona? Um estudo mostrou que depois de ingerir sucralose, indivíduos tiveram maiores picos de açúcar no sangue e insulina a partir dos alimentos que comiam depois. Outro grande estudo deste ano constatou que aqueles que usam regularmente aspartame têm alterações significativas na sua capacidade de administrar glicose, e isso foi particularmente evidente em pessoas que estão acima do peso.

Em outras palavras, consumir um alimento com adoçante artificial em uma refeição pode gerar um aumento de açúcar no sangue maior do que quando comparado a uma refeição sem a presença dos mesmos. Com o tempo, o açúcar no sangue e a insulina mais elevados podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2, bem como levar ao ganho de gordura.

Um outro problema envolvendo os adoçantes são que eles são capazes de alterar as cepas de bactérias do nosso intestino promovendo o crescimento de cepas específicas que estão associadas com a obesidade.

Mas então, o que fazer?

Tente aos poucos reduzir o consumo de adoçantes até conseguir consumir os alimentos sem adoçar. Caso não seja possível, tente trocar pelo consumo dos adoçantes mais naturais como xilitol, eritritol ou stevia, mas mesmo assim, treine seu paladar para acostumar com o menor sabor doce. Com o tempo nosso paladar se acostuma. Tente!! Se quisermos resultados diferentes, temos que ter ações diferentes!!Adoçantes artificiais como aspartame e sucralose no passado, já foram apontados como os “melhores amigos” na época em que contávamos calorias. Imagine só podemos beber todos os dias chás, sucos, e refrigerantes que gostamos, sem “ingerir” uma única caloria ou grama de açúcar, apenas adoçados com adoçantes? Ou até mesmo poder comer um doce, sorvete, iogurte e outras sobremesas adoçadas com estes substitutos, sem açúcar nenhum! Mas não é bem assim que a coisa funciona! O aumento do consumo destes alimentos não parece ter tido sequer algum efeito na epidemia de obesidade.

Em primeiro lugar, um dos problemas dos adoçantes, pode estar relacionado com a questão comportamental, pois ele dar uma falsa “sensação de segurança”, o que nos leva ao excesso de consumo de outros alimentos. É aquela velha história: "Eu estou bebendo um refrigerante Diet ou zero calorias, então posso comer uma porção grande de batata frita”.

Os adoçantes artificiais ainda podem afetar nossa glicemia (açúcar do sangue). Na realidade eles não causam um aumento da glicemia por si só da mesma maneira que açúcar faz, mas eles parecem ter um impacto negativo na resposta do açúcar no sangue a outros alimentos. Mas como isso funciona? Um estudo mostrou que depois de ingerir sucralose, indivíduos tiveram maiores picos de açúcar no sangue e insulina a partir dos alimentos que comiam depois. Outro grande estudo deste ano constatou que aqueles que usam regularmente aspartame têm alterações significativas na sua capacidade de administrar glicose, e isso foi particularmente evidente em pessoas que estão acima do peso.

Em outras palavras, consumir um alimento com adoçante artificial em uma refeição pode gerar um aumento de açúcar no sangue maior do que quando comparado a uma refeição sem a presença dos mesmos. Com o tempo, o açúcar no sangue e a insulina mais elevados podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2, bem como levar ao ganho de gordura.

Um outro problema envolvendo os adoçantes são que eles são capazes de alterar as cepas de bactérias do nosso intestino promovendo o crescimento de cepas específicas que estão associadas com a obesidade.

Mas então, o que fazer?

Tente aos poucos reduzir o consumo de adoçantes até conseguir consumir os alimentos sem adoçar. Caso não seja possível, tente trocar pelo consumo dos adoçantes mais naturais como xilitol, eritritol ou stevia, mas mesmo assim, treine seu paladar para acostumar com o menor sabor doce. Com o tempo nosso paladar se acostuma. Tente!! Se quisermos resultados diferentes, temos que ter ações diferentes!!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Uma sopa funcional para seu pós-treino

Que tal uma sopa para esquentar? As sopas podem ser pratos extremamente saudáveis, pois nela podemos colocar todos os grupos de alimentos de uma refeição.
Sempre indico colocar nas sopas a maior variedade de cores possível, ou seja, variar bem os legumes e verduras, especialmente se você não consegue comer salada crua neste frio.
É sempre importante também incluir uma fonte de proteínas, pois assim conseguimos uma maior saciedade e um aporte proteico para os músculos, especialmente se esta sopa for sua refeição pós-treino.
Com relação aos carboidratos, temos que tomar cuidado para não exagerar nas quantidades, pois é muito comum algumas sopas serem compostas de macarrão + batata+ mandioquinha, deixando esta sopa com excesso deste nutriente. Se você está numa dieta de baixo carboidrato, fique nos legumes e na proteína.Para isso, inclua sempre um frango, uma carne ou até mesmo cozinhe um ovo para comer com a sopa. Se você for vegetariano, complemente sua sopa com tofu, cogumelos e o grupo das leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico ou ervilha.
Caso os carboidratos façam parte da sua dieta, procure incluir as raízes, como mandioquinha, batata doce, mandioca, cará ou inhame. O macarrão integral e o arroz integral podem ser uma boa pedida também, assim como o macarrão de arroz e de milho.
Aproveitando, segue a receita de uma canja funcional. 
Ingredientes:
500g de frango desfiado ou em cubos
2 cenouras médias em cubos
1 cebola picada
2 dentes de alho amassados
1 couve-flor
2 litros de água
½ xícara de salsinha ou coentro picados
Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo:
Em uma panela, junte a água, a cebola, o alho e a cenoura. Pique a couve-flor em pedacinhos. Quando a cenoura estiver macia, junte a couve flor e o frango.
Tempere com sal e pimenta e espere cozinhar bem. No final adicione a salsinha ou o coentro.
Grande abraço !

Fonte: Jornalistas que correm

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Matéria comigo no novo portal da globo.com

Olá pessoal!
Esta semana foi inaugurado um novo portal no globo.com sobre carnes e tem uma matéria comigo lá falando sobre os benefícios das proteínas para os treinos.

Segue o vídeo!!

video



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Pesquisa alerta para adição de sucralose em alimentos quentes

Um artigo científico publicado por pesquisadores da Unicamp num periódico online pertencente ao grupoNature alerta para os riscos do uso do adoçante sucralose, especificamente, em alimentos e sobremesas quentes, como chás, cafés, bolos e tortas. Os principais resultados do estudo indicam que, quando aquecido, o adoçante torna-se quimicamente instável, liberando compostos potencialmente tóxicos e cumulativos ao organismo humano.
Derivado da sacarose, o nosso açúcar de mesa, a sucralose é o adoçante mais consumido no mundo e liberado irrestritamente pelos principais órgãos de segurança alimentar, incluindo o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, o Joint Expert Committee on Food Additivies (JECFA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil.
No estudo que gerou a publicação no periódico online de acesso livre Scientific Reports (http://www.nature.com/articles/srep09598), o professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, e os pesquisadores Diogo Noin de Oliveira e Maico de Menezes demonstraram que, quando aquecida, a sucralose torna-se quimicamente instável, liberando hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), compostos tóxicos, cumulativos no organismo humano e potencialmente cancerígenos.
“Com a queima das moléculas da sucralose há a formação de HPACs, uma família de compostos que têm muita facilidade para se tornarem tóxicos e mutagênicos. Isso acontece na sucralose por conta de um rearranjo das moléculas, quando elas são aquecidas. Outro fator preocupante é que esta substância liberada pelo aquecimento da sucralose é extremamente cumulativa no nosso organismo”, explica o professor Rodrigo Ramos Catharino, que coordena o Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp e atua junto ao curso de Farmácia da FCF.
O docente da Unicamp assegura que o estudo é o primeiro, em nível mundial, a relatar o comportamento térmico da sucralose, abrangendo uma vasta gama de abordagens analíticas, como análises térmicas, espectroscopia no infravermelho e espectrometria de massas. Os HPACs estão associados ao aumento da incidência de diversos tipos de canceres no homem. A exposição humana aos HPACs se dá principalmente através da contaminação ambiental por meio da fumaça gerada a partir da queima de combustíveis fósseis.
“Os resultados da nossa pesquisa apontam dados novos na área de toxicologia de alimentos, indicando que a exposição crônica de seres humanos ao adoçante, caso, por exemplo, de diabéticos e de quem faz dietas especiais, pode causar efeitos nocivos à saúde. O uso deste edulcorante artificial merece, portanto, muita atenção dos consumidores, além do desenvolvimento de outras pesquisas por parte de órgãos de regulamentação”, indica.
O estudo da Unicamp, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), não determinou a quantidade liberada e o impacto direto da queima da sucralose no organismo humano. Foram utilizadas duas marcas do adoçante, adquiridas no comércio de Campinas e região. Devido a questões legais e éticas, os nomes dos fabricantes não foram revelados na pesquisa. As amostras foram submetidas a aquecimento em banho-maria, em temperaturas suaves para avaliar um amplo espectro de compostos perigosos formado na degradação do produto.
“Nós observamos uma liberação de HPACs a uma temperatura próxima a 98 graus célsius, um pouco abaixo da temperatura de ebulição da água. É uma temperatura muito próxima de um chá quente ou de um café”, revela o pesquisador Diogo Noin de Oliveira, que conduz doutorado na área sob a orientação de Catharino. O seu colega Maico de Menezes, que assina o artigo, também é orientado de Catharino em pesquisa de mestrado em andamento.
Ainda de acordo com o doutorando da FCM, a sucralose é produzida sinteticamente a partir da sacarose, o açúcar de mesa obtido, no Brasil, por meio da cana-de-açúcar. A principal diferença química entre este edulcorante e o açúcar comum é a existência de átomos de cloro presentes na sucralose. Tais átomos são capazes de aumentar o poder de doçura do adoçante, que chega a ser 400 vezes maior do que o da sacarose.
“O açúcar comum possui átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio (C12H22O11). Na sucralose (C12H19Cl3O8) alguns átomos de oxigênio foram substituídos pelo cloro. Dentre outras características, isso confere a ela um poder de dulçor maior. Observamos, porém, que estes átomos de cloro aumentam não só o poder adoçante dela, mas a reatividade. Quimicamente ela se transforma em algo que vai reagir mais facilmente. Isso, portanto, explica essa instabilidade da sucralose em temperaturas mais quentes”, conta Diogo de Oliveira.
Neste ponto, Rodrigo Catharino esclarece que a sucralose não decomposta é isenta de riscos ao nosso organismo. “Se não aquecer a sucralose não tem problema nenhum, ela é completamente inofensiva”, confirma. Ainda conforme Catharino, a reação verificada com o aquecimento da sucralose é muito similar ao que acontece com a queima da carne do churrasco. Neste último caso ocorre a liberação de HPAs, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, semelhantes aos HPACs, diferindo apenas pela presença do cloro.
“No churrasco, em produtos defumados e até no fumo é possível encontrar HPAs. A queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás de carvão, é uma das principais fontes de emissão destes compostos. Tantos os HPAs como os HPACs são bastante nocivos. No caso específico do churrasco, que já é bem conhecido, a formação dos HPAs ocorre quando a gordura da carne respinga no carvão por conta do calor. Com a fumaça, estes compostos aderem à carne trazendo riscos à saúde”, exemplifica.
Rótulo
Conforme os pesquisadores da Unicamp, muitos fabricantes informam, no rótulo do adoçante, que a sucralose é estável ao aquecimento, indicando e sugerindo, inclusive, receitas com alimentos quentes, como chás, bolos, tortas, entre outros. “Não foi isso que o estudo demonstrou”, rebate Rodrigo Catharino.
Ele situa que nos últimos anos outras pesquisas vêm chamando a atenção da comunidade científica sobre a segurança alimentar da sucralose e de suas aplicações industriais. Para Catharino, embora seja o adoçante artificial mais utilizado em alimentos e produtos farmacêuticos, muitas perguntas ainda precisam ser respondidas quanto ao potencial da sucralose em degradar e formar subprodutos clorados em temperaturas quentes.
“A sucralose é o adoçante artificial mais utilizado tanto para fins industriais e uso pessoal. Embora inicialmente considerado seguro para uso, a literatura recente aumentou a conscientização sobre o potencial de que a sua estrutura tem de gerar compostos tóxicos quando expostos a temperaturas altas. Importantes contribuições têm ampliado significativamente o conhecimento sobre as condições precisas em que estas moléculas indesejáveis surgem. Este é o caso da nossa pesquisa”, contextualiza.
Publicação 
de Oliveira, D.N., de Menezes, M. & Catharino, R.R. Thermal degradation of sucralose: a combination of analytical methods to determine stability and chlorinated byproducts. Sci. Rep. 5, 9598; DOI:10.1038/srep09598 (2015).
Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/651/pesquisa-alerta-para-adicao-de-sucralose-em-alimentos-quentes