Na minha opinião, as dietas que apenas levam em consideração a contagem de calorias vão cair por terra logo, logo. Hoje em dia, sabe-se que a obesidade é uma doença inflamatória e alimentos mesmo que com baixa quantidade de calorias, mas com muitos corantes e conservantes, podem aumentar processos inflamatórios. É muito comum chegar ao consultório pessoas que só consomem produtos light e diet e engordam!!! Isso é o que mais vejo.
Portanto, saibam escolher suas calorias... Vale muito mais a pena você tomar um suco natural que tem 50 ou 60kcal a mais do que tomar um suco light de zero calorias, pois no final das contas, você pode acabar engordando com o suco artificial.
Quando o produto que você for comprar, na lista de ingredientes, tiver mais corantes e conservantes do que nutrientes, esqueça-o!!! Não se preocupe apenas com as calorias de um produto, mas também com os ingredientes deste produto.
Cuide de sua saúde!! Seu organismo agradece!
Dicas, receitas e novidades do mundo da nutrição esportiva e clínica.
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Livia Hasegawa
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segunda-feira, 14 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Manipulando o intestino para tratar diabetes
O diabetes é a maior causa de mortalidade cardiovascular do mundo. Isso, por si só, já justifica o empenho de milhares de cientistas ao redor do mundo que tentam todos os dias encontrar algum tratamento, substância, alimento, cirurgia ou procedimento que possa de alguma forma auxiliar no controle do metabolismo da glicose.
Essa busca é hoje direcionada para órgãos outros que não o pâncreas.
Remédios para aumentar a excreção de glicose pelo rim e outro que diminui a produção de glicose pelo fígado são alguns exemplos, porém, sem dúvida alguma, o grande foco das pesquisas está voltado para o intestino.
No último congresso europeu de diabetes esse tema ficou ainda mais em evidência.
O Prêmio Oskar Minkowski que homenageou a Dra Fiona Gribble, da Universidade de Cambridge na Inglaterra, teve como tema “Mecanismos moleculares envolvidos na secreção das incretinas”.
Os estudos dela estão centrados nos fatores que estimulam a porção apical da célula L intestinal a produzir GLP-1. Ou seja, ela e mais 15 pessoas de seu laboratório estudam como estímulos gerados no intestino podem liberar incretina (GLP-1).
No dia 22 de setembro, tivemos nesse congresso um simpósio composto de 6 apresentações orais que tinha o título de “Manipulando o intestino para tratar diabetes”. Foram apresentados diversos assuntos que comento abaixo:
1 – Uma metanálise sobre a diminuição de mortalidade e morbidade em pacientes obesos submetidos à cirurgia de bypass gástrico ou banda. A conclusão foi de que a cirurgia bariátrica reduz a mortalidade cardiovascular e a mortalidade geral.
2 – Um estudo do Karolinska Institutet (o que nomeia o ganhador do Nobel de medicina) mostrou que após cirurgia bariátrica ocorrem alterações na expressão gênica (produção modificada de RNA) que favorece o controle de peso.
3- Estudo brasileiro do nosso grupo mostrou que após cirurgia metabólica (Interposição do íleo) ocorre aumento da secreção de insulina. Para esse estudo utilizamos o método considerado padrão ouro para avaliação que é o clamp hiperglicêmico.
4 – Um estudo americano e Árabe mostrou que a infusão de substância rica em ácido biliar (bile) no cólon (intestino grosso) pode diminuir a fome e a ingestão de alimento. O mecanismo de ação é provavelmente um estímulo da secreção de GLP-1 na primeira porção do cólon.
5 – O estudo de maior repercussão já foi descrito nesse site pelo Dr Pimazoni, que foi o de transplante fecal. (minilink.in/giwaya)
Todos esses dados juntos mostram que o diabetes é uma doença complexa, multifatorial, poligênica e que novas abordagens para o entendimento desse mecanismo fisiopatológico são muito bem vindas.
Mesmo que a princípio, alguns trabalhos possam parecer anedotários, uma quebra de paradigma vai ocorrendo, o intestino deixa de ser um passivo encanamento de dejetos para um ativo órgão endócrino que produz glicose, tem um nível específico de sensibilidade insulínica, produz hormônios, absorve sais biliares interferindo no controle da glicose, dos lípides, da resistência insulínica e da pressão arterial.
Que isso possa nos trazer em médio prazo novas possibilidades terapêuticas.
Dr. Sérgio Vencio
Médico endocrinologista. Presidente da SBD-regional Goiás. Research Fellow (Visiting Faculty) na Academisch Ziekenhuis, Free University Hospital, Amsterdan-Holanda
Fonte: http://www.diabetes.org.br/
Essa busca é hoje direcionada para órgãos outros que não o pâncreas.
Remédios para aumentar a excreção de glicose pelo rim e outro que diminui a produção de glicose pelo fígado são alguns exemplos, porém, sem dúvida alguma, o grande foco das pesquisas está voltado para o intestino.
No último congresso europeu de diabetes esse tema ficou ainda mais em evidência.
O Prêmio Oskar Minkowski que homenageou a Dra Fiona Gribble, da Universidade de Cambridge na Inglaterra, teve como tema “Mecanismos moleculares envolvidos na secreção das incretinas”.
Os estudos dela estão centrados nos fatores que estimulam a porção apical da célula L intestinal a produzir GLP-1. Ou seja, ela e mais 15 pessoas de seu laboratório estudam como estímulos gerados no intestino podem liberar incretina (GLP-1).
No dia 22 de setembro, tivemos nesse congresso um simpósio composto de 6 apresentações orais que tinha o título de “Manipulando o intestino para tratar diabetes”. Foram apresentados diversos assuntos que comento abaixo:
1 – Uma metanálise sobre a diminuição de mortalidade e morbidade em pacientes obesos submetidos à cirurgia de bypass gástrico ou banda. A conclusão foi de que a cirurgia bariátrica reduz a mortalidade cardiovascular e a mortalidade geral.
2 – Um estudo do Karolinska Institutet (o que nomeia o ganhador do Nobel de medicina) mostrou que após cirurgia bariátrica ocorrem alterações na expressão gênica (produção modificada de RNA) que favorece o controle de peso.
3- Estudo brasileiro do nosso grupo mostrou que após cirurgia metabólica (Interposição do íleo) ocorre aumento da secreção de insulina. Para esse estudo utilizamos o método considerado padrão ouro para avaliação que é o clamp hiperglicêmico.
4 – Um estudo americano e Árabe mostrou que a infusão de substância rica em ácido biliar (bile) no cólon (intestino grosso) pode diminuir a fome e a ingestão de alimento. O mecanismo de ação é provavelmente um estímulo da secreção de GLP-1 na primeira porção do cólon.
5 – O estudo de maior repercussão já foi descrito nesse site pelo Dr Pimazoni, que foi o de transplante fecal. (minilink.in/giwaya)
Todos esses dados juntos mostram que o diabetes é uma doença complexa, multifatorial, poligênica e que novas abordagens para o entendimento desse mecanismo fisiopatológico são muito bem vindas.
Mesmo que a princípio, alguns trabalhos possam parecer anedotários, uma quebra de paradigma vai ocorrendo, o intestino deixa de ser um passivo encanamento de dejetos para um ativo órgão endócrino que produz glicose, tem um nível específico de sensibilidade insulínica, produz hormônios, absorve sais biliares interferindo no controle da glicose, dos lípides, da resistência insulínica e da pressão arterial.
Que isso possa nos trazer em médio prazo novas possibilidades terapêuticas.
Dr. Sérgio Vencio
Médico endocrinologista. Presidente da SBD-regional Goiás. Research Fellow (Visiting Faculty) na Academisch Ziekenhuis, Free University Hospital, Amsterdan-Holanda
Fonte: http://www.diabetes.org.br/
terça-feira, 1 de março de 2011
Omelete de forno
Já está comprovado que o ovo não é mais o vilão da dieta. Quem tem colesterol elevado, pode consumir 3x por semana e quem não tem problemas de colesterol, pode consumí-lo com mais frequência. Apenas lembre que tudo em excesso faz mal!
Mas lógico que o ovo não deve ser frito, então aqui vai uma receitinha bem fácil de omelete de forno:
- 2 ovos
- 1/2 tomate picado
- 1/4 cebola picada
- 1/2 abobrinha pequena picada
- 1/2 xícara de ervilha
- azeitonas
- coentro/salsinha/cebolinha
Quebre os ovos em um prato e bata com um garfo. Depois misture todos os ingredientes e coloque em uma travessa de vidro. Coloque no forno pré-aquecido por 15 a 20min. Sirva com uma salada verde!! Hummmm...
Mas lógico que o ovo não deve ser frito, então aqui vai uma receitinha bem fácil de omelete de forno:
- 2 ovos
- 1/2 tomate picado
- 1/4 cebola picada
- 1/2 abobrinha pequena picada
- 1/2 xícara de ervilha
- azeitonas
- coentro/salsinha/cebolinha
Quebre os ovos em um prato e bata com um garfo. Depois misture todos os ingredientes e coloque em uma travessa de vidro. Coloque no forno pré-aquecido por 15 a 20min. Sirva com uma salada verde!! Hummmm...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Entrevista para o site do Terra
http://alimentacao.terra.com.br/noticias/para-sua-diversao-13/dicas-para-antes-de-botar-o-pe-nas-pistas-105
Nem sempre o q falamos exatamente vai para a reportagem, mas aí vai!!
Nem sempre o q falamos exatamente vai para a reportagem, mas aí vai!!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Intestino em chamas
Quando o intestino vive refém de inflamações, o fogaréu pode se alastrar e comprometer outras redondezas do organismo — dos olhos às articulações. É hora de se defender de um grupo de doenças cada vez mais frequente e com predileção pelos jovens
Se um único andar de um edifício pega fogo e os bombeiros não são chamados, há o risco de o prédio inteiro ser consumido pelo incêndio. Guardadas as proporções, a história não é tão diferente dentro do corpo humano, sobretudo quando o intestino é o foco das labaredas. Uma dupla de males ateia uma inflamação crônica nesse órgão, o que destrambelha seu funcionamento e propicia retaliações a distância. Estamos falando das doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, males em ascensão entre adultos jovens e que são alvo de um novo livro destinado aos médicos do país.
O lançamento da obra, organizada pela gastroenterologista brasileira Dídia Cury e pelo seu colega irlandês Alan Moss, ambos pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, é uma oportunidade de voltar os olhos para problemas sérios ainda pouco conhecidos pela população. “As doenças inflamatórias do intestino têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma Dídia, que também atua na Clínica Scope, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. “Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro”, aponta Moss.
As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção de medidas de higiene e de extermínio de micro-organismos — desinfetantes, vacinas e por aí vai — repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças. Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio. “Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”, alerta Dídia.
Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, professora da Universidade de São Paulo e médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga. “Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.
As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O estado nutricional também é abatido. “Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes”, observa o gastroenterologista Renato Duffles Martins, também da Unifesp. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.
“Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo (veja o quadro abaixo). “É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório”, avalia Alan Moss. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita. Só é preciso ficar atento para que o incêndio permaneça apagado.
INCÊNDIO GERAL
Veja onde as doenças inflamatórias intestinais ressoam
BOCA
A doença de Crohn, em especial, é capaz de disparar aftas recorrentes. Felizmente, tanto para a boca como para o resto do corpo, se o tratamento faz efeito e o intestino volta a estar em paz, todo o organismo fica numa boa.
FÍGADO
As doenças inflamatórias alteram a permeabilidade no intestino e o sangue que passa por lá fica carregado de substâncias estranhas. Quando elas chegam ao fígado, irritam a árvore biliar, complexo de tubos que conduzem a bile. Essa rede fica toda inflamada. E o fígado pode, com o tempo, entrar em falência.
OLHOS
Ainda não se sabe bem o motivo, mas a dupla de problemas inflamatórios propicia desde vermelhidão no globo ocular até quadros de olho seco. Essas condições podem se agravar e levar a lesões que comprometem a visão.
PELE
As doenças inflamatórias intestinais podem causar pequenas lesões de pele, que lembram, inclusive, as erupções típicas da acne. Alguns casos evoluem, no entanto, com manchas escuras que lembram traumas.
RINS
Quando o intestino anda inflamado, há uma maior absorção de oxalato, substância que, na urina, se precipita em cristais. Soma-se a esse fenômeno a perda de líquido induzida pelas diarreias e eis um cenário propício para a formação de pedras nos rins.
ARTICULAÇÕES
Não é incomum ver pessoas com um intestino inflamado reclamando de dores nas juntas. A hipótese é que, em pessoas predispostas, a grande concentração de substâncias inflamatórias no corpo incentive a artrite.
COMO COMEÇAM AS LABAREDAS
Entenda a principal hipótese que justifica a origem das doenças inflamatórias intestinais
1. BOMBARDEIO À FLORA
As defesas passariam a enxergar as bactérias do bem que compõem a flora intestinal como inimigas e recrutam células para destruí-las. Algumas delas liberam substâncias inflamatórias, que acabam atingindo o próprio intestino.
2. FOGO NO TUBO
Com essas moléculas em alta atiçando o incêndio, um processo inflamatório dominaria a parede de alguns trechos do intestino grosso ou delgado. O órgão perderia, então, o ritmo de trabalho e ficaria sujeito a lesões.
DOENÇA DE CROHN
O problema pode acometer o aparelho digestivo da boca ao ânus, mas ataca especialmente o íleo, porção final do intestino delgado, e o cólon, no intestino grosso. Os principais sintomas são diarreias recorrentes, dor, distensão abdominal e náuseas.
RETOCOLITE ULCERATIVA
A doença é restrita ao intestino grosso e agride sobretudo o trecho que se estende do cólon ao reto. Costuma provocar idas constantes ao banheiro, com fezes amolecidas e presença de sangue, além de perda de peso e apetite.
Fonte: Revista Saúde Já
Se um único andar de um edifício pega fogo e os bombeiros não são chamados, há o risco de o prédio inteiro ser consumido pelo incêndio. Guardadas as proporções, a história não é tão diferente dentro do corpo humano, sobretudo quando o intestino é o foco das labaredas. Uma dupla de males ateia uma inflamação crônica nesse órgão, o que destrambelha seu funcionamento e propicia retaliações a distância. Estamos falando das doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, males em ascensão entre adultos jovens e que são alvo de um novo livro destinado aos médicos do país.
O lançamento da obra, organizada pela gastroenterologista brasileira Dídia Cury e pelo seu colega irlandês Alan Moss, ambos pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, é uma oportunidade de voltar os olhos para problemas sérios ainda pouco conhecidos pela população. “As doenças inflamatórias do intestino têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma Dídia, que também atua na Clínica Scope, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. “Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro”, aponta Moss.
As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção de medidas de higiene e de extermínio de micro-organismos — desinfetantes, vacinas e por aí vai — repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças. Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio. “Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”, alerta Dídia.
Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, professora da Universidade de São Paulo e médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga. “Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.
As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O estado nutricional também é abatido. “Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes”, observa o gastroenterologista Renato Duffles Martins, também da Unifesp. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.
“Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo (veja o quadro abaixo). “É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório”, avalia Alan Moss. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita. Só é preciso ficar atento para que o incêndio permaneça apagado.
INCÊNDIO GERAL
Veja onde as doenças inflamatórias intestinais ressoam
BOCA
A doença de Crohn, em especial, é capaz de disparar aftas recorrentes. Felizmente, tanto para a boca como para o resto do corpo, se o tratamento faz efeito e o intestino volta a estar em paz, todo o organismo fica numa boa.
FÍGADO
As doenças inflamatórias alteram a permeabilidade no intestino e o sangue que passa por lá fica carregado de substâncias estranhas. Quando elas chegam ao fígado, irritam a árvore biliar, complexo de tubos que conduzem a bile. Essa rede fica toda inflamada. E o fígado pode, com o tempo, entrar em falência.
OLHOS
Ainda não se sabe bem o motivo, mas a dupla de problemas inflamatórios propicia desde vermelhidão no globo ocular até quadros de olho seco. Essas condições podem se agravar e levar a lesões que comprometem a visão.
PELE
As doenças inflamatórias intestinais podem causar pequenas lesões de pele, que lembram, inclusive, as erupções típicas da acne. Alguns casos evoluem, no entanto, com manchas escuras que lembram traumas.
RINS
Quando o intestino anda inflamado, há uma maior absorção de oxalato, substância que, na urina, se precipita em cristais. Soma-se a esse fenômeno a perda de líquido induzida pelas diarreias e eis um cenário propício para a formação de pedras nos rins.
ARTICULAÇÕES
Não é incomum ver pessoas com um intestino inflamado reclamando de dores nas juntas. A hipótese é que, em pessoas predispostas, a grande concentração de substâncias inflamatórias no corpo incentive a artrite.
COMO COMEÇAM AS LABAREDAS
Entenda a principal hipótese que justifica a origem das doenças inflamatórias intestinais
1. BOMBARDEIO À FLORA
As defesas passariam a enxergar as bactérias do bem que compõem a flora intestinal como inimigas e recrutam células para destruí-las. Algumas delas liberam substâncias inflamatórias, que acabam atingindo o próprio intestino.
2. FOGO NO TUBO
Com essas moléculas em alta atiçando o incêndio, um processo inflamatório dominaria a parede de alguns trechos do intestino grosso ou delgado. O órgão perderia, então, o ritmo de trabalho e ficaria sujeito a lesões.
DOENÇA DE CROHN
O problema pode acometer o aparelho digestivo da boca ao ânus, mas ataca especialmente o íleo, porção final do intestino delgado, e o cólon, no intestino grosso. Os principais sintomas são diarreias recorrentes, dor, distensão abdominal e náuseas.
RETOCOLITE ULCERATIVA
A doença é restrita ao intestino grosso e agride sobretudo o trecho que se estende do cólon ao reto. Costuma provocar idas constantes ao banheiro, com fezes amolecidas e presença de sangue, além de perda de peso e apetite.
Fonte: Revista Saúde Já
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Atenção mães: baixo consumo de vegetais está associado a maior aparecimento de cáries em crianças
Um estudo publicado no Int J Vitam Nutr Res concluiu que as crianças que consumiam menos vegetais apresentavam mais cáries do que as que não consumiam. O estudo foi realizado com 180 crianças em Taiwan e os autores concluiram que o baixo consumo de vitamina A estava associado mais especificamente com esta menor presença de cáries.sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
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